Reputação
Os novos 50 mudam a forma de encarar a incontinência urinária e desafiam estigmas sobre o envelhecimento
Levantamento da Bigfral mostra que a idade média dos compradores de roupas íntimas descartáveis é de 47 anos, indicando uma busca mais precoce por autonomia, conforto e qualidade de vida
Publicado em 22 de setembro de 2026

Quem ainda associa incontinência urinária exclusivamente à velhice avançada pode estar diante de uma percepção que já não acompanha o perfil de parte dos consumidores brasileiros. Um levantamento interno da Bigfral, marca distribuída pela Softys Sepac, mostra que 92% dos compradores de roupas íntimas descartáveis são mulheres e têm idade média de 47 anos.
O dado chama atenção para uma mudança na forma como o autocuidado é encarado. Para muitas pessoas, a busca por produtos voltados à incontinência urinária começa antes das fases mais avançadas do envelhecimento e está relacionada à manutenção do conforto, da segurança, da autonomia e da qualidade de vida.
A mudança acompanha uma transformação demográfica que já altera a maneira como o país discute longevidade. Segundo projeções do IBGE, até 2030 pessoas entre 50 e 90 anos representarão cerca de 31% da população brasileira. Para especialistas, porém, o aumento da expectativa de vida traz uma discussão que vai além da quantidade de anos vividos: como preservar autonomia e participação social ao longo desse período.
"Durante muito tempo falávamos da população idosa como se ela fosse um grupo homogêneo. Hoje convivemos com diferentes formas de envelhecer. Há pessoas acima dos 50 anos no auge da carreira profissional, outras iniciando novos projetos depois da aposentadoria, idosos que praticam esportes regularmente e também aqueles que precisam de maior suporte. A longevidade deixou de ter um único perfil", afirma Willians Fiori, especialista em mercado da longevidade e professor convidado do Hospital Israelita Albert Einstein.
Para o especialista, essa diversidade exige uma mudança de olhar da sociedade, uma vez que o indicador de longevidade deixou de ser apenas quantos anos a pessoa vive. “Devemos observar e analisar quanto tempo o público 50+ consegue preservar a sua autonomia, fazer escolhas e manter vínculos sociais”, reforça Fiori.
Incontinência urinária ainda é cercada por tabu
Embora seja uma condição bastante comum, a incontinência urinária continua associada à vergonha e à desinformação. Estima-se que mais de 15 milhões de brasileiros convivam com o problema, mas muitos demoram para procurar orientação médica por receio do julgamento ou por acreditarem que a perda urinária faz parte do envelhecimento.
O impacto pode ultrapassar a questão física. O receio de episódios de perda urinária pode fazer com que pessoas evitem viagens, encontros sociais, atividades físicas e até compromissos profissionais.
"Existe uma diferença enorme entre envelhecer e perder autonomia. Muitas pessoas continuam trabalhando, viajando, frequentando academias e participando da vida social mesmo convivendo com condições que exigem algum cuidado. O problema começa quando elas deixam de viver por medo ou constrangimento", explica Fiori.
Nesse cenário, produtos para incontinência podem integrar estratégias individuais de cuidado e segurança, ajudando consumidores a lidar com a condição sem necessariamente abrir mão de atividades que fazem parte da rotina.
Autocuidado começa antes da velhice
Para o especialista, o levantamento da Bigfral ajuda a ilustrar uma mudança importante de comportamento entre consumidores 50+.
"Os 50 anos de hoje não representam mais o início da velhice. As pessoas estão mais informadas, procuram orientação mais cedo e entendem que cuidar da saúde faz parte da manutenção da qualidade de vida."
Essa mudança também acompanha uma nova percepção sobre o autocuidado. Recursos voltados à incontinência urinária podem ser vistos como ferramentas de suporte para quem deseja continuar trabalhando, viajando, praticando atividades físicas e mantendo uma rotina ativa.
A idade média de 47 anos entre os compradores de roupas íntimas descartáveis reforça que a relação com o envelhecimento e com o cuidado pessoal começa a ser construída antes da chamada terceira idade. O movimento também amplia a discussão sobre produtos de cuidado adulto e sobre as diferentes necessidades que surgem ao longo da vida.
Não existe um único jeito de envelhecer
O envelhecimento deixou de seguir um padrão único. Enquanto parte da população busca prolongar a produtividade profissional e a prática esportiva, outras pessoas priorizam viagens, vida social ou novos projetos pessoais. Há também quem necessite de cuidados permanentes, mostrando que falar em “o idoso” já não representa a diversidade da população brasileira.
"Durante décadas discutimos expectativa de vida. Agora começamos a discutir autonomia. Essa talvez seja a principal mudança da longevidade contemporânea. O desafio não é apenas viver mais, mas continuar vivendo da maneira que cada pessoa escolheu para si".
Sobre a Softys Sepac
A Softys Sepac é uma das principais empresas brasileiras de produtos para higiene e cuidado pessoal. Com unidade fabril em Mallet (PR), integra a Softys, líder latino-americana em soluções para higiene e bem-estar. Seu portfólio reúne marcas de tissue como Duetto, Maxim, Paloma e Stylus, além de soluções para as categorias de cuidado infantil, cuidado adulto e cuidado feminino.
Com foco em inovação, qualidade e proximidade com o consumidor, a empresa desenvolve produtos voltados às diferentes necessidades de higiene e cuidado ao longo da vida.
