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Reputação

Retrofit em Curitiba ganha espaço diante da concentração de imóveis compactos

Com 70,2% dos lançamentos verticais formados por unidades compactas, mercado imobiliário de Curitiba amplia discussão sobre aluguel, diversificação de produtos e reaproveitamento de edifícios existentes

Publicado em 08 de outubro de 2026

Retrofit em Curitiba ganha espaço diante da concentração de imóveis compactos

O mercado imobiliário de Curitiba vive uma forte concentração em imóveis compactos, que já representam 70,2% dos lançamentos verticais da capital e 38% do estoque disponível, de acordo com pesquisa conduzida pela Brain Inteligência Estratégica em parceria com a Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná, a ADEMI PR. Em 2020, essa participação era de 30,1%. Entre o segundo trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026, mais de 8.700 unidades compactas foram lançadas, enquanto o preço médio do metro quadrado dos lançamentos chegou a R$ 15.744 em maio de 2026, uma alta de 9,9% em 12 meses. Diante dessa concentração e da dificuldade de acesso à compra, a demanda por moradia também passa a pressionar o mercado de locação em Curitiba, ampliando a discussão sobre quais produtos podem atender a esse público e onde estão as oportunidades de geração de valor para o investidor imobiliário.

É nesse contexto que alternativas ao desenvolvimento de novos imóveis compactos passam a ganhar espaço. A discussão envolve dados sobre oferta, demanda, renda e rentabilidade, além de diferentes estratégias de investimento imobiliário, como leilões, compra e venda, retrofit e house flipping. A Weefor, incorporadora curitibana que vem apostando na transformação de edifícios existentes como alternativa de desenvolvimento imobiliário, acompanha esse movimento e defende a diversificação de produtos e formas de geração de valor no setor.

“Quando olhamos para o mercado, precisamos considerar não apenas o volume de lançamentos, mas a relação entre oferta, demanda e renda. Fizemos uma simulação em que a entrada de mais 15 mil unidades compactas no mercado, mantida a demanda, reduziria a taxa teórica de ocupação de aproximadamente 63% para 41%. Não se trata de uma previsão, mas de um exercício para mostrar como uma oferta muito concentrada pode impactar a rentabilidade de um ativo. Quando a compra se distancia da renda, a demanda não desaparece, ela muda de endereço: vai para a locação. Por isso, a diversificação de produtos e o olhar para diferentes formas de gerar valor com o imóvel se tornam cada vez mais importantes”, explica Maria Eugenia Fornea, CEO da Weefor e presidente da ADEMI PR.

Entre as alternativas para quem busca gerar valor a partir de imóveis existentes estão o house flipping e o retrofit. Embora as duas estratégias envolvam a transformação de uma propriedade, seus objetivos e escalas são diferentes. No flipping, o investidor realiza intervenções para melhorar as condições de comercialização do imóvel e o recoloca no mercado, geralmente buscando retorno com a revenda. Já o retrofit imobiliário envolve uma transformação mais ampla da edificação, que pode incluir apartamentos, fachada, circulação e áreas comuns, além da atualização de sistemas e da adaptação do imóvel a novas necessidades.

Esse movimento de olhar para o estoque imobiliário existente também encontra espaço no comportamento recente do mercado brasileiro. Segundo o Raio X FipeZAP, 83% dos compradores entrevistados no quarto trimestre de 2024 adquiriram imóveis usados, maior participação da série histórica iniciada em 2014. Dos compradores que pretendiam investir, 83% buscavam renda com aluguel ou geração de renda e 17% pretendiam revender. Entre as preferências, 60% apontaram imóveis usados sem necessidade de reforma e 31% citaram imóveis usados recém reformados.

Em Curitiba, essa lógica de transformação aparece no Edifício Brasil, primeiro projeto de retrofit integral em Curitiba da Weefor. Apresentado recentemente nas redes sociais, o empreendimento alcançou forte repercussão ao propor a transformação de um edifício construído em 1959 em um residencial contemporâneo, preservando características da edificação e aproveitando uma localização consolidada. Localizado no bairro Mercês, o projeto prevê a renovação dos apartamentos, áreas comuns, circulação e fachada. Serão 25 unidades, com plantas de 33 a 62 metros quadrados e predominância de apartamentos de dois quartos. Segundo dados apresentados pela empresa, os valores deverão ficar 37% abaixo do preço por metro quadrado dos lançamentos na região.

“Quando olhamos para o mercado, é preciso entender quem vai morar nesses imóveis, qual é a renda desse público, como essa demanda está se comportando e quais alternativas existem para o investidor. A diversificação passa por ampliar o olhar para diferentes produtos, perfis de comprador e formas de gerar valor com o imóvel”, resume a presidente da ADEMI PR.

A discussão sobre retrofit em Curitiba ganha força, portanto, em um mercado no qual os imóveis compactos concentram grande parte dos novos lançamentos, enquanto a dificuldade de acesso à compra amplia a demanda por locação. Nesse cenário, a transformação de edifícios existentes aparece como uma das alternativas para ampliar as possibilidades de oferta e criar novas formas de geração de valor no mercado imobiliário de Curitiba. “É um momento de mudança de chave, de taxa de juros alta, de refletir sobre o que é o investimento imobiliário e como as pessoas vão comprar imóveis nesse cenário”, conclui Maria Eugenia Fornea.

Sobre a Weefor

Fundada em 2019 pelas irmãs Maria Eugenia, Maria Julia e Maria Teresa Fornea, a Weefor é uma incorporadora imobiliária de Curitiba liderada por mulheres que atua na interseção entre arquitetura, urbanismo e impacto social. A empresa desenvolve empreendimentos a partir da leitura do território e da integração com a cidade, com iniciativas voltadas a mobilidade ativa, sustentabilidade, retrofit de edifícios e revitalização de espaços públicos. Entre seus projetos estão o Weefor ARQ, considerado o maior concurso privado de arquitetura do Brasil, e o Instituto Weefor, que recebe 1,5% do VGV dos empreendimentos e já recebeu mais de R$ 2,5 milhões para ações de impacto social.

À frente da empresa, Maria Eugenia Fornea é economista e engenheira civil, com mais de 15 anos de atuação no mercado imobiliário, mestrado em Gestão Urbana e especializações em planejamento urbano e cidades responsivas. Também é presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná, ADEMI PR, para o biênio 2026 e 2027. A porta-voz está à disposição da imprensa para comentar temas relacionados a mercado imobiliário, construção civil, arquitetura, urbanismo, planejamento e desenvolvimento das cidades, mobilidade e habitação.

Conheça mais: weefor.com.br